Produção

Classificada como uma novela mística e ocultista, o autor Walcyr Carrasco afirmou que não estava defendendo nenhuma religião ao tratar sobre reencarnação. Segundo ele, a intenção era mostrar uma novela sobre esperança e renovação do amor entre duas pessoas.

Antes do inicio das gravações, os atores participaram de um workshop para entender melhor sobre os temas que a novela iria abordar.

As gravações começaram em maio de 2005, nas cidades de Camorim (RJ), Carrancas (MG) e Bonito (MS). O último ponto foi a cidade de São Paulo.

Para dar vida à vilã Cristina, Flávia Alessandra assistia a filmes de terror, suspense, obsessão e loucura, em busca de inspiração para compor as diversas fases da personagem. A atriz também dispensava os dublês nas cenas mais difíceis.

Devido ao enorme sucesso, a trama foi esticada em mais 25 capítulos. Além disso, ganhou mais um intervalo comercial.

Nívea Stelmann entrou na novela 2 meses depois da estreia. Na trama ela interpretou Alexandra, a principal médium da cidade. Junto com ela também entrou a atriz Rosane Gofman. As primeiras cenas delas foram ao ar no dia 22 de agosto de 2005.

O ator Alexandre Barillari participava ocasionalmente da trama. Para dar uma reviravolta na história, seu personagem morreu no capítulo 130, que foi ao ar em 17 de novembro de 2005. Mas o ator não saiu da novela: ele continuou na trama, dessa vez como espírito que assombrava a vilã Cristina (Flávia Alessandra). A última cena do personagem foi ao ar no capítulo 220, exibido em 2 de março de 2006.

A vilã Débora (Ana Lúcia Torre) teve seu desfecho antes do fim da história. Na trama, ela morreu envenenada, depois de planejar o envenenamento de Rafael (Eduardo Moscovis). Curiosamente o feitiço se voltou contra o feiticeiro. Essa sequência de cenas foi exibida a partir do capítulo 208, em 16 de fevereiro de 2006.

A reta final da trama contou com várias participações especiais, entre elas Louise Cardoso, que interpretou Doralice, a tia de Mirna. Ela chega ao sítio do dia do casamento, e consequentemente roubou o noivo da sobrinha. As cenas da atriz foram ao ar no dia 7 de março de 2006. Betty Faria também participou da reta final da trama. Rodrigo Faro também fez uma participação no último capítulo da novela, interpretando Zacarias, um homem rico que se casa com Mirna (Fernanda Souza).

Foram escritos três finais diferentes para o casal protagonista Serena e Rafael.

Em outubro de 2005, o autor Walcyr Carrasco foi acusado de plágio pelo escritor Carlos de Andrade, autor do livro Chuva de Novembro. Ele entrou com um processo exigindo 10% do faturamento da novela e alegando que ela era um plágio do seu livro. Chuva de Novembro conta a história do músico Caio, que se apaixona por Caressa, a quem dá uma rosa amarela. A prima Regina fica enciumada e arma um plano para matar Caressa, fazendo Caio viver uma vida solitária. Na novela, os personagens seriam Rafael (Eduardo Moscovis), Luna (Liliana Castro) e Cristina (Flávia Alessandra). Um tempo depois, a escritora Shirley Costa também acusou Walcyr Carrasco de plágio; segundo ela, alguns detalhes de cenas e da história da novela foram copiadas do seu livro Rosácea. A escritora garantiu que o livro chegou às mãos do autor. Um primeiro laudo confirmou a ação de plágio. Em abril de 2009, Walcyr Carrasco foi absolvido da acusação. O perito identificou 185 pontos em comum nas duas obras, mas alegou não poder afirmar que seja plágio. Em setembro do mesmo ano, alguns dias após o início da reprise da trama, a escritora recorreu da decisão e o processo foi reaberto. Porém, em janeiro de 2010, o autor foi novamente absolvido pela Justiça. O juiz concluiu que "não houve plágio algum, posto que os textos comparados não apresentam pontos de identidade, características originais de enredo ou técnica de criação". Ele ainda diz que "os pontos semelhantes podem ser encontrados em diversas outras obras como mitologia grega, romances trovadorescos, contos nibelungos, literatura infanto-juvenil e nas próprias telenovelas".

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